Entidade promotora

O INAC

Instituto Nacional de Artes do Circo — um polo internacional dedicado exclusivamente às artes do circo, localizado em Vila Nova de Famalicão, Portugal.

Artista de circo em performance aérea suspensa

Quem somos

Surgindo em 2016, o INAC assume-se como uma escola de circo, mas rapidamente se expande, acolhendo inúmeros projetos e atividades que dinamizam e fomentam a prática do circo contemporâneo a nível nacional e internacional.

Devido a uma grande procura, o INAC disponibiliza, desde 2018, um espaço para residências artísticas que recebeu até hoje cerca de 60 artistas e companhias de vários países, apoiando assim o desenvolvimento cultural do novo circo.

É a entidade promotora do CÚPULA — Circus Village Festival, projeto que leva o circo contemporâneo ao espaço público de Vila Nova de Gaia, com programação integralmente gratuita.

Escola de circo

Residências

Criação e programação

Percurso

  • 2016Nasce o INAC, em Vila Nova de Famalicão, como escola de circo dedicada às artes circenses, expandindo-se rapidamente para projetos e atividades que dinamizam o circo contemporâneo.
  • 2018Abertura do espaço de residências artísticas, resposta a uma procura crescente de artistas e companhias.
  • HojeCerca de 60 artistas e companhias de vários países já foram acolhidos em residência, apoiando o desenvolvimento cultural do novo circo.
  • CÚPULAEntidade promotora do CÚPULA — Circus Village Festival, com oito edições realizadas em Vila Nova de Gaia.

Missão

Formar

Uma escola dedicada às artes do circo, da iniciação à prática avançada, num polo internacional em Famalicão.

Acolher

Residências artísticas desde 2018, com cerca de 60 artistas e companhias de vários países já recebidos.

Difundir

Projetos e atividades que dinamizam o circo contemporâneo em Portugal e no estrangeiro, incluindo o CÚPULA.

Memória descritiva

O projeto CÚPULA

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Enquadramento do projeto

O CÚPULA — Circus Village Festival é um festival internacional dedicado ao circo contemporâneo, que ao longo de oito edições tem vindo a afirmar Vila Nova de Gaia como um território relevante no panorama do circo europeu.

O projeto distingue-se por combinar criação artística contemporânea, espaço público e consciência ambiental, aproximando a cultura da população através de uma programação integralmente gratuita.

Após oito anos de desenvolvimento, o festival entra numa nova fase de consolidação, propondo reforçar a sua ligação ao território e estabelecer o Município de Vila Nova de Gaia como principal coprodutor institucional.

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Um festival ligado ao território

O modelo da nova edição aposta na descentralização da programação, reforçando a ligação entre diferentes zonas do concelho.

Durante o dia, o festival promove pequenos espetáculos e intervenções circenses no Cais de Gaia, aproximando o circo da população e convidando o público a deslocar-se até à Circus Village, na Madalena.

Este modelo cria uma ponte cultural entre o centro turístico do município e a programação artística do festival.

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Um lugar para o futuro

Sempre foi um dos grandes sonhos do CÚPULA que este projeto pudesse evoluir para um lugar fixo dedicado ao circo contemporâneo, capaz de prolongar a energia e o impacto do festival ao longo de todo o ano.

Atualmente não existe em Vila Nova de Gaia nem no Porto um espaço permanentemente dedicado às artes do circo, com condições para treino, criação e apresentação artística. Uma vila de circo em formato de tenda, com programação regular, poderia tornar-se mais um importante polo cultural da cidade.

Este espaço teria também uma forte missão social e educativa, com projetos dirigidos a jovens de contextos socioeconómicos vulneráveis, bairros sociais, associações juvenis e organizações de apoio à deficiência.

Artista de circo a equilibrar bolas vermelhas nos dedosPórtico de entrada do CÚPULA Circus Village Festival em ArcozeloTenda de circo vermelha iluminada à noite com público

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Posicionamento internacional e identidade local

O CÚPULA tem vindo a construir uma rede artística internacional no campo do circo contemporâneo, trazendo a Gaia companhias e artistas que circulam nos principais festivais europeus.

Reforçar a visibilidade cultural internacional de Vila Nova de Gaia.

Integrar o município em redes europeias de criação circense.

Atrair novos públicos e visitantes culturais.

Consolidar Gaia como território de inovação artística.

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Circus Village — um novo polo cultural em Vila Nova de Gaia

A organização propõe ao novo executivo a escolha de um novo território, um espaço onde possa renascer um novo festival. Este espaço funcionará como centro do CÚPULA, acolhendo:

  • Espetáculos de circo contemporâneo
  • Residências artísticas
  • Programação familiar
  • Encontros entre artistas e comunidade
  • Workshops
  • Espaço de pensamento ambiental
  • Pista de dança com DJs para o público jovem

A instalação do CÚPULA neste espaço cria um novo polo cultural na Área Metropolitana do Porto, valorizando o território e ativando um espaço com forte potencial cultural e ambiental.

Público junto à tenda de circo branca iluminada à noite

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Cultura e consciência ecológica

A identidade do CÚPULA está profundamente ligada ao território atlântico de Gaia. A programação artística desenvolve uma narrativa centrada em:

  • Proteção dos oceanos
  • Biodiversidade
  • Relação entre arte, natureza e sustentabilidade

O festival promove práticas ecológicas na sua produção e utiliza a linguagem do circo contemporâneo como ferramenta de sensibilização ambiental e cultural.

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Cultura acessível para toda a população

Um dos pilares do festival é o acesso universal à cultura. Todas as atividades do CÚPULA são gratuitas, permitindo que públicos de diferentes idades e contextos sociais possam participar.

Este princípio reforça o papel do festival como projeto cultural público e inclusivo, alinhado com políticas de democratização cultural.

Público de crianças e adultos sentados a aplaudir num espetáculo ao ar livre

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Proposta de coprodução municipal

Propõe-se que o Município de Vila Nova de Gaia assuma o papel de principal coprodutor do CÚPULA — Circus Village Festival, consolidando um projeto cultural com oito anos de implantação no território.

Garantir a continuidade do festival.

Ampliar o impacto cultural e internacional do projeto.

Fortalecer a relação entre cultura, território e comunidade.

Posicionar Vila Nova de Gaia como referência europeia no circo contemporâneo.

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Recursos

Recursos materiais

Infraestruturas e equipamentos

  • · Locais das atividades do evento
  • · Equipamento técnico
  • · Equipamentos de circo
  • · Sinalização e decoração
  • · Ecopontos e gestão de resíduos
  • · Material de segurança

Tecnologia e conectividade

  • · Aplicação móvel e website
  • · Equipamentos audiovisuais
  • · Wi-Fi e conectividade

Acessibilidade

  • · Rampas e acessos
  • · Audiodescrição e Língua Gestual

Recursos intangíveis

Planeamento e organização

  • · Gestão de projetos
  • · Planeamento logístico

Marketing e promoção

  • · Campanhas de publicidade
  • · Redes sociais e conteúdo online
  • · Relações públicas

Recursos humanos

  • · Equipa de organização
  • · Artistas
  • · Equipa de apoio
  • · Comunicação e marketing

Parcerias e colaborações

  • · Patrocinadores e apoiantes
  • · Colaborações artísticas
  • · Apoio institucional

Sustentabilidade e responsabilidade social

  • · Políticas de sustentabilidade
  • · Projetos de inclusão social
  • · Ações de consciencialização ambiental

Programação por local

El Corte Inglês

  • Criação — Dança Vertical
  • Companhias nacionais — Sob a Terra / Leirena

Auditório

  • Companhias internacionais — BlucinQue (Itália)

Ribeira

  • Criação — Pasto
  • Companhias nacionais — Inânia / Teatro do Mar

Beira Rio / Barco Rabelo

  • Formação — Workshops profissionais

Beira Rio / Morro

  • Criação — Busking

Jardim do Morro

  • Cocriação — Ponto de Partida
  • DJ + performance

Parque da Lavandeira

  • Criação — Artistas Emergentes, Espetáculo LIX
  • Companhias internacionais — Truca Circus (Espanha)
  • Formação — Workshops famílias

Criação

Pasto

Criação de circo contemporâneo que mergulha nas tradições e paisagens transmontanas, explorando o contraste entre a vida pastoral e a leveza acrobática do circo atual.

A narrativa constrói-se em torno da interação entre um pastor solitário, as suas 15 ovelhas e a sua “sombra” — um acrobata que surge como figura mística, reflexo do pastor. O projeto celebra a riqueza cultural e natural transmontana, reinterpretando elementos do património ancestral e imaterial através do circo e de cruzamentos interdisciplinares.

O Pastor

Símbolo da ligação à terra e da sabedoria ancestral. Os seus passos nascem dos gestos quotidianos: conduzir o rebanho, conversar com as ovelhas, desabafar num ambiente natural.

A Acrobata Pastora

Reflexo da sabedoria do pastor, sombra intemporal que guarda a memória das mulheres que cuidaram da terra. Com o corpo em suspensão, traz leveza e impacto visual, evocando o circo como linguagem de liberdade.

As Ovelhas

Representam o puro e a conexão com as raízes. O seu caminhar orgânico liga a sombra ao pastor, evocando comunidade e interdependência.

O tronco, a pedra e o pastor

A cenografia emerge da escuta da paisagem, da matéria e da memória, partindo de três elementos simbólicos: o tronco de uma árvore, a pedra e a relação entre o pastor e as ovelhas. O tronco é eixo e calendário vivo — chão ou coluna, mesa ou escultura, objeto acrobático — símbolo de força e fragilidade. A pedra, anterior à árvore e ao pastor, é origem mineral: permanente, resistente, fundação e limite. Forma-se um triângulo de forças: verticalidade (tronco), resistência (pedra) e movimento (pastora) — um ecossistema poético onde cada matéria guarda um tempo e um gesto.

A Garganta do Chão

Um estudo sobre voz, matéria e silêncio · Artistas Emergentes

Espetáculo de circo contemporâneo que habita o encontro entre o corpo, a voz e a paisagem. Num espaço aberto e essencial, os intérpretes movem-se como matéria em transformação. O ritmo não é imposto: emerge da repetição, do esforço, da respiração.

A voz surge antes da palavra — sopro, fricção, vibração. O corpo torna-se território: sustenta, cede, reorganiza-se. Em equilíbrio instável, em queda controlada, em suspensão, revela a tensão entre resistência e desgaste. “A Garganta do Chão” não conta uma história: propõe uma experiência, onde o som nasce do silêncio e onde o corpo, ao escutar, se torna voz.

Direção artística — Gabriela Amaro

Frequenta Canto Lírico no CRBA e Tradução na FLUL. Em 2014 licencia-se em Teatro — Interpretação pela ESMAE e, em 2017, conclui a Pós-Graduação em Artes Performativas na ESTC.

Direção coreográfica — Vanessa Cunha

Iniciou o percurso no Balleteatro Contemporâneo do Porto, licenciou-se em Dança pela Fontys Hogeschool (Países Baixos), com intercâmbio na Artesis Hogeschool (Bélgica), e frequentou o Mestrado em Criação Coreográfica na Escola Superior de Dança, em Lisboa.

Companhias

Portugal

Leirena Teatro

Companhia de criação artística sediada em Leiria, dedicada a espetáculos contemporâneos, projetos comunitários e experiências performativas que cruzam teatro, território e participação social. Com forte ligação às comunidades locais, promove processos criativos que valorizam a identidade cultural, a memória coletiva e o encontro entre artistas e público.

Portugal

O Teatro do Mar

Fundado em Sines a 8 de março de 1986 por Julieta Aurora Santos e pelo já falecido Vladimir Franklin. Os espetáculos refletem sobre o homem contemporâneo e a sua condição existencial. Desenvolve investigação e criação vocacionadas para o espaço público, cruzando um teatro físico com o circo, a dança, as formas animadas, a música original e o vídeo.

Itália

BlucinQue

Centro nacional de produção de circo contemporâneo reconhecido e financiado pelo Ministério da Cultura de Itália (MIC), um dos três centros deste tipo no país. Define-se pela fusão de teatro, dança, música, circo e cinema, com foco na inovação, pesquisa e exploração do desequilíbrio.

Espanha

Truca Circus

Companhia que engloba os projetos de criação circense da Noletia, empresa de gestão cultural especializada em artes circenses fundada em 2001 e criadora do Festival Circada, em Sevilha. Procura consolidar uma equipa unida e com espírito de família, como em Alboroto, sem perder flexibilidade e boas condições de trabalho.

Espetáculo de circo ao ar livre da Truca Circus perante grande público

Formação — Workshops

No âmbito da “Bienal Cúpula”, propõem-se workshops a decorrer em Évora, Beja e Montemor-o-Novo, com um papel central na aproximação entre criação artística, comunidade e formação. Inspirados pelo conceito do vagar, valorizam o tempo, a escuta e o processo mais do que o resultado imediato.

Inclusivos

Workshops com um compromisso claro com a inclusão, acolhendo pessoas com diferentes capacidades. Através de metodologias adaptadas, o circo torna-se ferramenta de expressão acessível a todos, onde cada corpo encontra o seu ritmo. Respeitar o tempo de cada participante é garantir um espaço seguro, onde a diversidade é motor criativo.

Famílias

Experiências intergeracionais que reforçam laços e promovem o encontro através do movimento e do jogo. Pais, filhos e cuidadores exploram juntos o universo do circo, num ambiente descontraído e colaborativo, redescobrindo o prazer de estar presente.

Profissionais

Espaços de investigação e partilha, onde técnicas contemporâneas são exploradas de forma aprofundada. A desaceleração do gesto permite maior atenção ao corpo, à respiração e à relação com o outro, promovendo práticas mais sustentáveis. O erro é entendido como parte do percurso.

Workshop de circo ao ar livre com crianças a praticar andas